#Cultura: porque alinhar expectativas é importante

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Certa vez, no segundo dia de um evento, estava eu naquela missa: confere a sala da palestra, espera elevador, encontra o lugar, se acomoda na cadeira, etc.

Eis que um funcionário do evento entra na sala e pergunta se vou assistir à palestra. Vou. Então pode por favor esperar lá fora? Claro, desculpa, ontem a gente estava entrando na sala direto.

Sai da sala. Eu e mais uma advertida formamos nossa fila de 2 pessoas.

Alguns minutos depois, quando sai da imersão do celular, percebi que agora eu era fila de 1 pessoa com outras 15 já dentro da sala. Olhei pra um lado, olhei pro outro, pensei “vou entrar, vai que perdi o comunicado”.

Entra na sala. Se acomoda na cadeira, etc.

O funcionário volta, decepcionado. Vamos chamá-lo de Jorge. Ou Gabriela. Como quiserem. Pois bem, nosso querido Jorge/Gabriela nos encara e diz que não estávamos autorizados a entrar. O palestrante ainda não chegou. Precisa conferir quem já tem ingresso, quem está na fila de espera, etc. Jorge/Gabriela nos alerta que existe um processo.

Sai da sala. Jorge/Gabriela pede para formarmos duas filas – uma de confirmados e outra de espera. Fecha a porta da sala.

Chega palestrante, passa ingresso, faz conta, abre lista de espera, acomoda na cadeira, etc.

Vocês podem estar se perguntando o porquê desta pequena anedota no blog de agilidade. Bom, tão simples quanto diz o título: alinhamento de expectativas e boa comunicação são essenciais para manter a eficiência de um time. Imagina esperar que uma equipe siga processos os quais elas desconhecem, ou então não comunicar claramente a mudança de um processo e esperar que todo mundo esteja de acordo.

A pataquada do evento jamais teria acontecido se existisse um aviso na porta, por exemplo. Ou se Jorge/Gabriela estivesse ali para orientar. Ou se antes mesmo, no momento da inscrição, houvesse instruções.

Eu, enquanto pessoa na fila, poderia ter avisado todo mundo da situação? Poderia. Mas eu não me sentia participante do problema. A falta de comunicação também pode causar essa sensação. Do tipo “tá tudo ruim, não to entendendo nada, mas não é problema meu”. Na minha opinião, uma das piores que podem acontecer.

Pensem comigo: numa situação tão simples quanto entrar na palestra o desalinhamento já causou essa dor de cabeça, imagina num grupo de pessoas que trabalha junto todos os dias? Será que isso já está acontecendo?

Uma vez identificada a situação, acho que o primeiro passo é diálogo. Dentro de uma equipe que deve se sentir parte do problema e também da solução. Entender onde estão os buracos na comunicação, quais as expectativas, o que não está de acordo e como deveria estar. Fazer uma retrospectiva, por exemplo. Técnica não falta.

Pra que precisar de uma luz, levanta a bola lá no slack 😉 certeza que cada caso é um caso e podemos construir os caminhos juntos.