Marketing do seu produto digital: 7 grandes erros ao planejar

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Planejar o marketing do seu produto digital leva tempo e esforço. E não se atentar a alguns erros pode comprometer seus resultados:

Este vídeo estará disponível a partir das 10 horas do dia 10/12/2016

1) NÃO DEFINIR UM ORÇAMENTO PARA AÇÕES DE MARKETING

Frequentemente empresas de software focam no desenvolvimento de produto e esquecem de calcular um valor a ser destinado ao marketing. Mas é preciso ter em mente que para vender, é necessário divulgar para as pessoas certas e de forma mensurável.

Então surge a pergunta: e como calcular o tamanho desta verba? Numa média de mercado, para empresas com faturamento acima de 6 dígitos, costuma-se estimar cerca de 5% do faturamento para se manter o share de mercado ou 10% para crescer. Share de mercado é a fatia percentual que a sua empresa atende hoje em relação a algum segmento.

Se possui uma empresa menor, é possível monitorar as ações da concorrência e deduzir um valor de investimento. Para que a sua empresa seja competitiva perante a ela, é necessário gastar um valor equivalente ou maior.

O crescimento por indicação acontece, mas é limitado e em tempos de crise é altamente arriscado depender apenas deste canal. Por isso, definir uma verba para o marketing pode servir como complemento às ações comerciais.

 

2) NÃO PLANEJAR AS SUAS AÇÕES

Toda comunicação de sucesso começa com um bom planejamento. Primeiro porque assim é mais fácil estruturar ações que melhor respondam aos objetivos de negócio. E segundo porque hoje trabalhamos em uma multiplicidade de canais, o que deixa a operação mais complexa. Sem contar que, são muitas as ações para se colocar um conteúdo no ar, tendo inclusive várias instâncias de aprovação, comuns em empresas grandes.

O usual é ter um plano que consiga abranger táticas para um ano inteiro. Isto pode levar de 3 a 6 meses para estruturar. No caso de um lançamento de produto, ao menos 9 meses, já que muitas ações simultâneas devem acontecer. Separe as ações por períodos menores, como meses ou trimestres. Isto ajudará a entender atrasos e eventuais ajustes.

Apenas lembre-se que seu plano não acaba no dia do lançamento do produto. É preciso mensurar o que foi feito e manter investimentos com ações de sustentação. Quem não comunica não existe, portanto, mesmo com um valor menor, é bom sempre estar de alguma forma presente.

 

3) NÃO SABER A SUA PROPOSTA DE VALOR

Qual problema seu produto resolve? É importante pensar além do benefício tangível. Um sistema ERP ajuda a organizar uma empresa, seu estoque, fornecedores, a contabilidade e até o relógio ponto dos funcionários. Além disso, economiza tempo do gestor em reunir todas estas informações num único local e auxilia em decisões estratégicas. O que pode fortalecer a relevância do produto na hora da venda.

A proposta de valor é o conjunto de benefícios que o seu produto entrega e que resolvem um problema relevante ao cliente. Estes benefícios devem estar claros para o consumidor na sua comunicação. Sem isso, a percepção de valor do produto é fraca e a venda não acontece.

 

4) NÃO SEGMENTAR O SEU PÚBLICO

Todo produto tem um consumidor específico. Exceto aqueles pensados para as massas. Mas neste caso, o orçamento disponível deve ser suficiente para investir em mídias de massa. Caso contrário, é necessário priorizar.

Mas por onde começar? Pense primeiro nas pessoas que não usarão seu produto, seja por restrição técnica, de idade, segmento de atuação ou até investimento financeiro. Pode escolher outros critérios que te ajudem a restringir seu público. Depois, pense quais concorrentes atendem os mesmos mercados. Existem outros segmentos a se atuar? Ou é possível ganhar mais em mercados maiores e com concorrentes? Se você possui um budget igual ou superior ao da concorrência, este é um cenário possível.

Muitos têm receio de segmentar o público, por achar que tal atitude trará prejuízos, por restringir as pessoas que podem comprar seu produto. Quando na verdade terá mais ganhos, ao atrair quem se identificam com a sua proposta, desenhada especificamente para aquele segmento, diferente de outras soluções genéricas que se encontram no mercado. E ajudará na priorização dos investimentos para criar um relacionamento com as pessoas que são realmente estratégicas.

 

5) FALAR NOS CANAIS ERRADOS

Só porque todo mundo está anunciando no Snapchat ou alguém te sugeriu o Twitter, você não tem a obrigação de estar presente nestes canais. Gaste seus esforços nos canais corretos, que têm maior adesão do seu público-alvo.

Abrir um perfil numa rede social é ter a responsabilidade de abrir um diálogo e fornecer um serviço de comunicação bem feito. Mesmo sem postar nada, as pessoas podem interagir com você e é sua obrigação responder em breve. Portanto, é melhor avaliar primeiro se você terá a estrutura correta para criar conteúdo e interagir com o público do que ter uma presença meia-boca. Isto também comunica o valor do seu produto/serviço.

 

6) NÃO MONITORAR A CONCORRÊNCIA

Olhar para a concorrência é importante para comunicar de forma diferenciada e criar valor através da marca, seja olhando para elementos estéticos ou benefícios comunicados, além de entender o seu poder de fogo, em termos de investimento em comunicação.

Desse modo, inscreva-se em newsletters, siga as páginas em redes sociais, monitore o site com certa frequência e configure o Google Alerta, para mostrar em seu e-mail notícias sobre a concorrência. A partir destes dados, é possível traçar estratégias de diferenciação mais eficazes.

 

7) NÃO REAJUSTAR SEU PLANO ATRAVÉS DO TEMPO

A partir do planejamento é possível determinar os objetivos das ações e quais indicadores de sucesso devem ser monitorados. Tenha isto claro desde o início e será fácil coletar as informações e periodicamente analisá-las. A partir daí o plano pode ser reajustado, focando na melhoria dos resultados.

 

Espero que as dicas aqui ajudem você e a sua empresa a montar um plano de marketing do seu produto digital mais direcionado, mensurável e eficiente.